Já disseram que eu era louca, que eu era feia, outras vezes bonita, já me chamaram de inteligente e de burra, já me falaram que eu era ‘fria’, outros já pediram para eu parar de ser tão sensível. Mas nada disso vai mudar quem eu sou, o meu jeito de pensar ou a minha concepção do que é certo ou errado, e se eu mudar, não vai ser por ninguém, vai ser por mim.
Não sei
Silêncio.
Era tudo que eu mais desejava. Porque? Não sei. Realmente não sei. Mas eu precisava disso. E quando digo silêncio, digo dentro da minha cabeça. O que é praticamente impossível. Fala sério, quem estou enganando? É impossível.
É por isso que detesto gente que sempre parece ter controle de tudo. Eu não consigo controlar nem meus próprios pensamentos, não consigo controlar minha língua, nem minhas expressões. Como tem gente que tem a audácia de dizer que controla tudo? Acredite em mim, “tudo” é MUITA coisa.
Sério! A gente não pensa nisso com frequência. Mas “tudo” inclui “tudo” que você sabe e “tudo” que você não sabe. É nisso que a gente não pensa. É isso que a gente não percebe. Sim… “tudo” é MUITA coisa.
Estar no controle de tudo, seria controlar as batidas do seu coração e a sua respiração. Seria controlar a passagem do tempo e a atitude das pessoas ao seu redor. E longe de você. Tudo seria poder impedir alguém de sentir algo que você não quer que alguém sinta. E não, você -ninguém, na verdade- pode estar no controle de tudo.
Vê? Já estou fugindo do meu ponto inicial: silêncio.
Entende porque disse que era impossível? Não consigo calar minha cabeça. Uma coisa leva a outra e derrepente estou numa teia de assuntos interligados por nada em especial. “Nada” também é muita coisa ou coisa nenhuma.
Certo, certo, não vou entrar nesse assunto também.
Silêncio.
…
Será que eu sou a única pessoa do mundo que tem essas vontades bizarras de fazer algo, mas não sabe o que? De beber ou comer algo que não sabe o que é? Se teve algo que aprendi esse ano é que nenhum de nós somos tão diferentes quanto pensamos a princípio. Mas nunca ouvi ninguém falar disso pra mim. É tenho que ver isso ai.
Droga!
Será que não dá mesmo? Eu juro que estou tentando! Só que… não consigo.
Começo dizendo pra mim mesma em pensamento: “Silêncio. Nenhum pensamento. Esvazie a mente” ou qualquer coisa assim e do nada SURGEM coisas tipo: “Nossa… que ventinho gostoso hein? Faz tempo que não sentia uma brisa assim, geladinha. Ultimamente tem feito tanto calor por aqui. Por isso que digo que tenho que morar em algum lugar que faça frio. E tenha uma vida social mais agitada também não seria nada mau. São Paulo é uma opção. Cara.. quando fui lá em setembro, gente, foi tão bom. Chegou a fazer 12°C! E eu conheci a Cultura de lá. E ainda comprei o último volume do Dragões de Éter. Assim que cheguei em Fortaleza, a primeira coisa que fiz foi ler o livro. Levei tipo, um dia! E o livro é enorme. Papai que diz que eu tenho leitura dinâmica….” E por ai vai.
Entendem meu drama?
Tem gente passando fome.
E não é a fome que você imagina entre uma refeição e outra.
Tem gente sentindo frio.
E não é o frio que você imagina entre o chuveiro e a toalha.
Tem gente muito doente.
E não é a doença que você imagina entre a receita e a aspirina.
Tem gente sem esperança.
E não é o desabamento que você imagina entre o pesadelo e o despertar.
Tem gente pelos cantos.
E não são os cantos que você imagina entre o passeio e a casa.
Tem gente sem dinheiro.
E não é a falta que você sente entre o presente e a mesada.
Tem gente pedindo ajuda.
E não é aquela que você imagina entre a escola e a novela.
Tem gente que existe… e parece imaginação.
guio:
“Até um ateu há de convir.”
Foto e Quote retirados do blog nerdcalculista.com
The angels have fallen, they’ve all gone away
It’s you that must find them by living each day
No one heard a single word you said
they should have seen it in your eyes
What was going round your head

